Não há presente possível sem um passado de lutas. A mostra aponta para filmes nordestinos que elaboram sobre os processos de memórias e ancestralidades pretas capazes de potencializar futuros a partir de outros modos de representação cinematográfica. 

Filmes:

TRAVESSIA (Bahia, 2017, 5 min) de Safira Moreira;



















Sinopse: Num ensaio visual íntimo e poético, Travessia procura registros fotográficos de famílias negras. Enquanto explora histórias pessoais, o filme gradualmente adota uma postura crítica em relação à estigmatização e quase ausência de retratos de pessoas negras. Finalmente, nos afetando com uma contra-narrativa visual sensível do que permaneceu invisível.

CAIXA D’ÁGUA QUI-LOMBO É ESSE? (Sergipe, 2013, 15 min) de Everlane Moraes;



















Sinopse: Com depoimentos de antigos moradores e de acervos fotográficos, o documentário aborda a importância no âmbito cultural e histórico do bairro Getúlio Vargas, localizado em Aracaju, capital de Sergipe. A ênfase é dada à cultura negra e à presença do negro escravo e seus descendentes, com o resgate de assuntos relacionados à sua origem, oralidade, localização geográfica e consciência de sua identidade racial, mostrando que, apesar dessa comunidade existir em uma área urbana, ainda mantém muitos aspectos da vida em quilombo dos antigos negros escravos do Brasil. 


ENTROCAMENTO (Bahia, 2015, 13 min) de Maria Carolina e Igor Souza;






















Sinopse: ENTRONCAMENTO é a deriva de um homem inconscientemente impelido a encarar aquilo que julgou desaparecido nas sombras. Produzido em animação 2D, por entender a relação semântica entre desenho e desejo, o filme é uma fantasia que tende à realidade, creditando ao gênero plena competência em construções simbólicas. O filme reposiciona a jornada de transformação do herói, miticamente narrada em situações épicas, para o plano do ordinário, da vida cotidiana, revelando o sentido profundo por trás das grandes mitologias: toda busca é uma busca por si mesmo.


COMO FICAMOS DA MESMA ALTURA (Alagoas, 2019, 17 min) de Laís Santos Araújo.


















Sinopse: Interior de Alagoas. Laura perde uma festa para viajar com seu pai. Lá na casa em que cresceram, ela é deixada sozinha por ele.

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Sometimes we're the same height STILL by
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EU SOU PORQUE ELES FORAM