OFICINAS

Os sertões no cinema

 
Com Uilma Queiroz
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De que maneira podemos interpretar criticamente as imagens que povoam nosso imaginário sobre Sertão? Este curso tem o intuito de compartilhar inquietações sobre as formas como o Sertão foi e vem sendo representado no audiovisual Nacional ao longo da sua história. Partimos do problema central de que comumente se atribui ao Sertão – e seus sujeitos – imagens fixas que evocam a violência, a fome, a seca e a miséria como características únicas deste território. A ideia é propiciar um diálogo sobre essas representações e sentidos interpelados pelo cinema a partir de uma visão local e de dentro, enquanto sertaneja e realizadora audiovisual.


 

Uilma Queiroz nasceu no sítio Matinha em Carnaíba-PE, onde teve o primeiro contato com a poesia através da arte do repente de seu pai, Anísio Queiroz. Lá viveu até os 5 anos de idade e depois seguiu com a família para a zona urbana da cidade de Afogados da Ingazeira, onde fez morada até 2017. Lá cursou licenciatura e especialização em História pela Faculdades do Sertão do Pajeú, onde foi atravessada pelo feminismo. Participou de vários grupos e coletivos, dentre os quais o Grupo Mulher Maravilha e o Fórum de Mulheres do Pajeú. Em 2017, mudou-se para Recife para continuar sua pesquisa sobre o Movimento de Mulheres no sertão do Pajeú e no ano de 2020 concluiu seu mestrado em História pela UFPE. Na ocasião, também se aproximou do grupo Mulheres no Audiovisual PE – MAPE. A partir dessas vivências, idealizou e dirigiu o documentário O Bem Virá, lançado no IX CachoeiraDoc em 2020. Idealizadora e ministrante do curso "Os sertões do Cinema", incentivado pela Lei Aldir Blanc-PE entre 2020 e 2021. Com Maria Samara cultiva a Pau d’arco produções.
 

 O Cinema e o Espelho: processos "documentais"

 
Com Everlane Moraes
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A oficina O Cinema e o Espelho: processos "documentais", abordará questões filosóficas no Cinema, no gênero documentário e suas variantes, com o intuito de proporcionar aos participantes uma aproximação às questões que envolvem o universo do autor e do diretor e suas decisões éticas, estéticas e políticas no momento de filmar, tendo como base a interdisciplinaridade como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento de um cinema que dialoga com a diversidade de conhecimentos e linguagens artísticas.  
 

Everlane Moraes é Cineasta especializada em Direção de Documentário pela EICTV - Cuba. Graduada em Artes Visuais (UFS). Seus filmes transitam entre diferentes gêneros e formatos, evidenciando as questões sociais, filosóficas e espirituais da diáspora negra. Atua nas áreas da Direção, Roteiro, Formação, Consultoria e Assistências.

FILMOGRAFIA:

2019. PATTAKI. Doc. 21'; 2018. AURORA. Doc. 15'; 2017. MONGA, RETRATO DE CAFÉ. Doc. 15'; 2016. LA SANTA CENA. Doc. 15'; 2014. CONFLITOS E ABISMOS: A EXPRESSÃO DA CONDIÇÃO HUMANA. Doc. 15'; 2013. CAIXA D'ÁGUA: QUI-LOMBO É ESSE?. Doc. 15'.